quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Deficiência Visual





No Brasil, não diferente de vários outros países, a informática vem fazendo parte da educação, do trabalho e da vida em geral das pessoas com deficiência visual. Em qualquer computador com multimídia poderá ser instalado. Os programas chamados de leitores de telas, os quais permitem total autonomia à pessoa com deficiência visual. Os três programas mais utilizados atualmente são: Sistema Dosvox, Virtual Vision e Jaws.

A expressão tecnologia assistiva é toda e qualquer tecnologia criada ou adaptada visando assistir pessoas com limitações físicas, sensoriais, cognitivas, motoras e qualquer outra deficiência ou incapacidade de natureza humana. (http://www.etodos.org) Trata-se de atender as necessidades específicas que uma pessoa com deficiência tem para desempenhar as atividades do dia-a-dia como à locomoção, à aprendizagem, à comunicação, à profissionalização, à interação social, em fim, qualquer tecnologia que facilite a inclusão familiar, escolar, social e profissional.

É uma variedade de recursos e aparatos tecnológicos, desenvolvidos para estes fins como: relógios, bengalas, equipamentos, produtos, sistemas, softwares, sites, ferramentas, acessórios, dispositivos, utensílios, artefatos e qualquer outra tecnologia ou recurso com acessibilidade ou adaptação estratégica que contribui com o desenvolvimento das potencialidades humanas, proporcionando assim, segurança, autonomia, conforto, agilidade e total independência para as crianças, jovens e adultos que destes necessitem durante a vida. (http://www.bancodeescola.com/)

A hipótese levantada no início desta pesquisa foi: se o atendimento educacional da pessoa com deficiência visual está satisfatório, e quais os recursos que poderiam contribuir para a inclusão educacional e social e como viabilizar que as tecnologias assistivas se tornem um tema constante nas práticas pedagógicas e como viabilizar o uso destes recursos.

A constatação foi de que as escolas regulares não estão totalmente preparadas para incluir estas pessoas, apesar dos dispositivos legais apontarem a necessidade de uma igualdade de oportunidade e condições sociais e também uma educação igualitária para todos. O que pude perceber foi que o uso dos recursos e das tecnologias assistivas deixa a pessoa com deficiência visual num patamar de equidade social. Sendo assim, o correto uso destes facilitará num médio ou longo prazo um acesso igualitário aos meios competitivos de sobrevivência da sociedade atual. Por tanto, é preciso que as escolas e empresas busquem viabilizar e democratizar o acesso a todas estas armas a favor da inclusão para desfazer o quadro excludente historicamente formado.

Este estudo revelou que o atendimento especializado no Brasil iniciou através da criação dos institutos de cegos e os mesmos existem até hoje. Com a existência destes institutos e com o maior número de alunos atendidos pelas escolas especiais nos dias atuais, conclui-se que estes têm um papel fundamental em quantas instituições especializadas.

Em paralelo ao atendimento destas pessoas e de acordo com suas necessidades de inclusão social, a pesquisa possibilitou verificar que houve a criação ou adaptação de vários recursos e tecnologias, os quais facilitam a inclusão, tanto no âmbito escolar, tanto no social da pessoa com deficiência visual. A dificuldade que encontrei tanto no ensino especial como no regular foi que apesar da maioria dos profissionais usarem a criatividade para incluir os alunos diferentes, a grande maioria das escolas não possuem as tecnologias assistivas e quando possuem há faltas de profissionais qualificados bem como estas instituições não desenvolvem projetos que viabilizam o uso de tecnologias assistivas de forma pedagógica.

No que diz respeito ao uso da informática na educação, o pedagogo tem a responsabilidade principal de saber os benefícios e os malefícios desta nova maneira de ensino aprendizagem. As atividades de experiências com criança e adolescentes devem ser realizadas ao vivo e quando isto não for possível acredito que estas poderão ser simuladas, não de uma forma tão abstrata, divorciada da realidade, mas contextualizada e este é um dos motivos para repensar e rever com olhos pedagógicos a programação e aplicação destas simulações.

É necessário formar pessoas e não maquininhas, por tanto, o pedagogo deve orientar os educadores para a construção de um mundo virtual que transmita o real e que respeite os valores humanos formados ao longo da sociedade. O educador deve ser capacitado para ter a competência de reconhecer e recusar as pragas virtuais que prejudicam a relação humana em todo o seu sentido.

O Brasil caminha (ou deveria caminhar) em direção a um país desenvolvido, justo, humano e acessível para todos. Neste sentido, tenho certeza que a educação contribui e muito para este objetivo e o uso da informática e outras tecnologias nas escolas, respeitando-se estes princípios trará um grande avanço. Chega-se a conclusão que a inclusão digital através da escola especial e regular é uma necessidade real e os professores não deve ser contra ela. É a inclusão digital que tem facilitado a vida de muitas pessoas com deficiência visual (beneficiárias dos sintetizadores de voz) além das pessoas com dificuldades de locomoção ou de limitações de alguns movimentos do corpo, a exemplo de muitas outras pessoas que encontram na informática a oportunidade de acesso, independência, qualificação, profissionalização, capacitação entre outros.

O Brasil possui uma das maiores populações de pessoas com deficiência do mundo, e uma das menores taxas de participação no mercado de trabalho. Cabe a cada um de nós contribuirmos para a inclusão dos deficientes na sociedade onde vivem visando o desenvolvimento local e global e contribuindo assim na construção de um mundo mais justo, acessível e humano para todos. O atendimento a essas pessoas não pode continuar restrito somente às entidades especializadas e não podemos admitir que a grande maioria dessas pessoas continue excluída da vida social para não incomodar àquelas consideradas normais. Por outro lado, observa-se que há várias políticas públicas que se destinam ao atendimento às pessoas com deficiências, verifica-se que algumas são necessárias, mas sem a devida fiscalização, são ineficientes. Já outras, comprovam a ignorância dos nossos políticos.

Um exemplo claro são as assessorias de assistência e apoio aos deficientes, as quais têm uma visão assistencialista / paternalista, assim como algumas das entidades ditas especializadas. Constata-se que é preciso criar junto aos governos e empresas privadas assessorias / consultoria para a criação de políticas públicas e ações efetivas de inclusão social da pessoa com deficiência e retirar as discussões / ações da visão assistencialista para elevá-las ao nível de uma compreensão científica e realista, ou seja, ultrapassar o senso comum, pois este entendimento ainda é predominante em nossa sociedade atual.

Para tanto os seguintes artigos previstos em Lei reforçam o que descrito acima:
Art. 1º
Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.
Art. 2º
Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições:
I - acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;
II - barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em:
a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;
b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados;
c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transportes;
d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa;
III - pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo;
IV - elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação, saneamento, encanamentos para esgotos, distribuição de energia elétrica, iluminação pública, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico;
V - mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação, de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e similares, cabines telefônicas, fontes públicas, lixeiras, toldos, marquises, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga;
VI - ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico.


REFERÊNCIAS

BRASIL, Lei n. 9394, de 20.12.96. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Diário Oficial, Brasília, v. CXXXIV, n. 248, de 23.12.96, p.27.833-27.8d I, 1996.

Bueno, S.G.José. Educação especial brasileira integração/ segregação do aluno diferente. SÃO PAULO: EDUC,1993.

Sites:
Dados da educação especial do Estado do Paraná. Disponível em: <> Acesso: 08 fev.2010.

Virtual Vision. Informações. Disponível em: http://www.micropower.com.br Acesso em: 08 fev.2010.

www.tele-centros.org. Acesso em 08 fev.2010.

www.mec.gov.br

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Os animais da terra

Podemos observar vários tipos de animais em todo mundo.
Existem animais de vários tamanhos, formas e cores. Vivendo em diferentes ambientes.


Agora você vai conhecer um pouco mais sobre alguns animais.


Existem animais como o jacaré que vive na terra, mais que nadam muito bem.
Os animais com pernas andam, o gato é exemplo desses animais.


O sapo, quando nasce, vive na água e é chamado girino. Quando cresce, sai da água e vive na terra, mas sempre perto da água.
Certos animais como as minhocas e as formigas, vivem dentro do solo. Outros, como as lesmas, vivem sobre o solo em ambientes umidos e com sombras.










Existem animais, como algumas cobras e lagartos, que podem viver em lugares muitos quentes e secos.



Outros vivem em ambientes muito frios, como os pólos. Os pinguins os ursos-brancos são exemplos desses animais. Animais que nadam geralmente tem nadadeiras como os peixes.